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domingo, 12 de dezembro de 2010

A busca do amor...


Minha sobrinha me deixou dois recadinhos pedindo mais matérias sobre o amor. Então essa postagem é para você Juju.

Ah o amor, todos temos muitas teorias e idéias sobre o que é o amor e de como o amor pode nos aparecer. Nunca se esquece o primeiro amor, mas o melhor mesmo é o último, aquele em que estamos vivendo agora, no presente. Afinal o passado já passou e ficou pra trás apenas na nossa lembraça, o futuro não sabemos o que virá, então devemos viver bem o nosso presente, que aliás já tem um nome bem sujestivo que é PRESENTE. Quem não adora ganhar um presente? Pois é, mas o pior é que estamos sempre pensando ou no passado ou no futuro e esquecemos de viver a única coisa que realmente temos nas mãos que é o presente.

Por isso muitas vezes deixamos escapar grandes amores, por não perceber que existe alguém lindo ao nosso lado e ocupados lembrando de alguém que foi importante no nosso passado ou pensando nas possibilidades de conhecer alguém melhor no futuro deixamos aquele amor presente ficar no passado sem ao menos viver aquela dádiva que apareceu na nossa vida.

E fazemos isso por diversas razões, talvez porque achamos que somos muito ou pouco para alguém, ou porque estamos cansados da rotina ou ainda porque achamos que aquela pessoa não nos faz feliz.

Ora, não acredito que um relacionamento possa fazer alguém feliz ou infeliz e sim, que uma pessoa feliz tem condições emocionais de ser feliz também no amor. Ninguém nos faz mais ou menos felizes, não se pode culpar o outro por nossa infelicidade, pois se deixamos o outro nos maltratar somos nós mesmos que nos fazemos infeliz.

Li alguns textos sobre o amor e escolhi esse para colocar aqui, espero que gostem.


"Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.

Há quem acredite que o amor é medicamento.

Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.

Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.

O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia.

É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.

Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados.

O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".

Por: Martha Medeiros
Martha Medeiros é uma jornalista e escritora brasileira. É colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.
(www.pensador.uol.com)

Deixe você também o seu comentário sobre o que acha do amor.

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MGGM

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gerundismo, certo ou errado?

Queridos internautas, hoje resolvi falar sobre o Gerundismo. Isso porque, tive que ligar para o teleatendimento de uma operadora de celular e fiquei terrivelmente irritada com o linguajar de todos os antendentes com os quais fui obrigada a falar.

Pessoal, Gerundismo não é Gerúndio. O uso do gerúndio no português é correto e usual, porém o Gerundismo (ou seja excesso do Gerúndio) é horrível. Os cursos de telemarketing acabaram com a linguagem dos atendentes, que aprenderam a falar mal assim, devido a traduções literais do inglês para o português. E os professores desses cursos acharam lindo falar assim e ensinaram para seus alunos. Resultado disso, é que temos um número enorme de operadores de telemarketing e teleatendimento falando errado e o pior é que pensam que estão falando corretamente.

Por isso, querido atendente de telemarketing, teleatendimento, etc.... por favor não USE MAIS O GERUNDISMO, isso é horrível e todos tiram sarro quando escutam você falar assim. Erros todos cometemos, mas gerundismo é mais do que se pode suportar.


Aqui vai uma dica, ao invés de dizer:
- vou ESTAR PASSANDO sua ligação para... (Gerundismo)
diga:
- vou PASSAR sua ligação para .... (Gerúndio)
ou:
- PASSAREI sua ligação para.... (Futuro)

Abaixo eu copie no site do Wikipédia, sobre o Gerundismo para que todos possam entender um pouco melhor sobre Gerúndio e Gerundismo e evitar assim, esse erro tão criticado e que dá uma tremenda dor de ouvido.

Gerundismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gerundismo é uma locução verbal que consiste no uso sistemático de verbos no gerúndio, cujo emprego é relativamente recente no português, particularmente o brasileiro. A concordância da construção com a sintaxe do português não é ponto pacífico, sendo, por vezes, considerada um vício de linguagem. O Gerundismo foi estigmatizado graças ao seu emprego constantemente impreciso semanticamente e ao preconceito lingüístico.

Origem

O gerundismo pode ter tido sua origem em traduções literais do inglês de expressões empregando o futuro contínuo desta língua, sem atenção para a semântica e sintaxe originais e ao fato de que este tempo verbal inglês é construído com o particípio presente (gerúndio), uma das formas infinitivas do verbo, que muitas vezes deve ser traduzido para o infinitivo português e não para o seu gerúndio:
"Walking [particípio presente ou gerúndio] is to live [infinitivo]" é corretamente traduzido para "Andar é viver" e não para "Andando é viver".
No exemplo acima a tradução correta do gerúndio inglês é dada pelo infinitivo português, o mesmo sendo necessário nas traduções do futuro contínuo.
Outra vertente afirma ser mera coincidência que o português e inglês compartilhem da mesma construção como forma válida de expressar o futuro, considerando-a semântica e gramaticalmente correta, uma construção perifrástica cuja finalidade seja exprimir continuidade ou progressividade.

Sintaxe e semântica

O gerúndio exprime uma ação em curso ou simultânea, ou a idéia de progressão indefinida. Sua combinação com verbos auxiliares define uma ação durativa, cuja significação é determinada pelo auxiliar. A frase "Estou almoçando" indica que estou executando a ação durativa de almoçar neste exato e rigoroso momento, por exemplo. Já a expressão "A vida foi passando" denota uma ação durativa realizada progressivamente.
O abuso do gerúndio, ou gerundismo, ocorre, normalmente, na tentativa de expressar ações de execução imediata no tempo futuro com emprego do verbo auxiliar (normalmente estar) e o gerúndio, tais como "vou estar telefonando", "vamos estar publicando", esquecendo-se da caracterização durativa acarretada pelo uso do gerúndio.

O emprego correto do gerúndio em expressões de ações futuras ocorre quando realmente se pretende exprimir uma ação durativa, um processo que terá uma duração ou estará em curso, tal qual "Estaremos jogando futebol na tarde de amanhã", ou simultaneidade, como em "Eu estarei trabalhando enquanto eles brincam", perfeitamente caracterizadas pelo uso do gerúndio: Na primeira frase um grupo de pessoas jogará futebol durante a tarde de amanhã, período durante o qual eles, corretamente, estarão jogando. A segunda frase indica que, enquanto um grupo de pessoas brinca, o sujeito da frase, neste mesmo período (duração de tempo), trabalhará.

Ocorrência e disseminação

A construção é particular do português brasileiro, uma vez que em Portugal costuma-se substituir o gerúndio pela construção a + infinitivo ("estou cantando" por "estou a cantar"). O emprego excessivo do recurso, especialmente por operadores de telemarketing, estigmatizou seu uso e provocou muita polêmica quanto a sua correção. A presença maciça da construção num dos setores que mais emprega no Brasil contribuiu fortemente para a disseminação do gerundismo, que hoje encontra-se nos diversos níveis sociais e até mesmo em falas do então Ministro da Saúde José Serra, que pronunciou numa entrevista: "outra vacina que vamos estar aplicando amanhã".

Recentemente operadores de telemarketing passaram a receber orientação para evitar gerundismos em virtude de diversos fatores tais como tornar-se conclusivo evitando ser ambíguo, não usar uma construção que é desagradável ao cliente, buscar clareza de expressão, entre outros.




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Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerundismo